terça-feira, 20 de setembro de 2011

O homem do prédio

Mesmo que não faça nada
Todo mês já vem uma certeira
Além das outras, é claro, além

Procura um lugar na varanda
Tenta ver televisão de banda
Sempre alguém olhando
Algum escroto, espiando

Foi-se o tempo de lindos quintais
Belos jardins
Resta o canteirinho na janela
Nem toda ela

O homem do prédio se espreme
Entre contas, contos e poucos descontos
No final do dia encontra sua esposa
É ao menos um bom começo

Thomás Sôlha

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