terça-feira, 20 de setembro de 2011

O coração cordial

Bebe, fuma, cheira, passa
Corre o campo belo e limpo
Sangue roxo e vermelho
Bate-bate sem parar

É de dia, lê jornal
No domingo passa mal
Sangue limpo, campo vermelho
Bate, bate sem parar.

Flores lindas e o espelho
Corre rápido o campo lindo
Sem parar, indo e vindo
Bate-bate sem parar

Vem de noite já cansado
Não fica em casa sossegado
Todo dia um novo corre
Bate-bate a se zangar
Bate, bate sem parar

Sem tempero ou agonia
O relógio bate à meia noite
O coração, bem cordial
Bate-bate sem parar

Thomás Sôlha

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