terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Um cão

Eu sou o cão
Vago sem rumo ou direção
Minha dona joga os ossos
Os cato no chão

Lato pouco
Não mordo
Ando pelos becos, escondido das ruas
Escondo-me nas casas dos bairros pobres

Minha dona vive a me caçar
Sem comida de primeira
Ela aperta muito a coleira
Corro, sou um cão

Quando me flagram, ponho o rabo entre as pernas
Depois balanço para agradar
Quase não ladro
Cato ossos onde me escondo

Não cuido da casa
Fujo sempre
A dona a me caçar
Corro como posso

Quisera ter em minha própria casa
Um bom punhado de ração
Mas eu me escondo
Cato tudo pelo chão

Thomás Sôlha